domingo, abril 30, 2006

Museu guarda relíquias do construtor de Brasília

Jean Cassimiro de Aquino

O Museu Casa João Pinheiro, em Caeté, guarda em seu acervo importantes fatos da construção de Brasília. Residência do construtor da capital brasileira, Israel Pinheiro, que ali nasceu no dia 4 de janeiro de 1886, filho do ex-presidente João Pinheiro, o Museu registra em seu acervo várias peças, como a casaca usada por Israel Pinheiro no dia da inauguração da capital, medalhas de honra e até mesmo uma dedicatória do presidente Juscelino Kubitschek, com os seguintes dizeres: “Ao caro amigo e bravo pioneiro que no alvorecer de Brasília veio comigo para a solidão do planalto e dia a dia com dedicação e idealismo ajudou a construir a nova capital do Brasil, o reconhecimento de Juscelino Kubitschek”.
O Museu foi palco de vários jantares e bailes promovidos pela família. Na comemoração pelo noivado de uma de suas irmãs, Pinheiro recebeu o seguinte verso do amigo João Guimarães: “O Israé é tão viajado/ tão viajado o Israé/ que correu lado a lado/ Oropa, França, Caeté...”.
Israel, que foi o primeiro prefeito de Brasília, iniciou sua carreira política elegendo-se vereador em Caeté em 1922, e, como presidente da Câmara assumiu o cargo de Agente Executivo, equivalente ao prefeito atual. Depois presidiu a implantação da Cia. Vale do Rio Doce, construiu Brasília e governou Minas. Quem o conhecia na intimidade afirma que por traz daquele jeito meio rude, existia um homem profundamente humano.
Escolhido por JK

Como engenheiro respeitado, foi escolhido por Juscelino para chefiar a construção da nova capital, prometida por ele em seu primeiro discurso. “Homem de experiência e de ação, suportaria sobre os ombros com galhardia e vigor, a imensa tarefa de dirigir os trabalhos da construção da nova capital, chefiando uma equipe de devotos engenheiros, técnicos, funcionários e candangos, tarefa a qual se dedicou com ilimitado amor, energia e exemplar correção” felicita JK pela sua escolha.
Para Israel a mudança da capital se justificava por três motivos: “1- A libertação do Governo Federal da forças negativas exclusivistas que lhe tolhem os movimentos. Libertar-se da depressiva atmosfera ambiente, carregada de interesses particulares e de grupos. 2- ... Uma nova arrancada para o interior; capaz de dilatar o nosso domínio econômico e criar uma nítida consciência de integração nacional. 3- ... Um vigoroso pacto psicológico, para despertar o interior, prostrado por tantos anos de sofrimento, revigorando-lhes as reservas de coragem e confiança... 4- A mudança se impõe a bem do próprio litoral, porque se dará ao seu grande parque industrial uma sólida retaguarda agrícola, garantindo as fontes de abastecimento e a criação de novos mercados.”
Se para Juscelino a construção de Brasília foi a Meta-Síntese, para Israel, foi a tentativa de se buscar uma solução definitiva para o desenvolvimento econômico do país.
O Museu encontra-se aberto a visitação de terça a domingo e fica situado na Avenida João Pinheiro em Caeté.

* Citações retiradas do livro: Israel, uma vida para a história de Alisson Mascarenhas Vaz.

Mente de Papel

Queria ter uma mente de papel,
Onde pudesse apagar tudo o q me desagrada
Apagaria a Guerra, a violência, o egoísmo.
Tudo isso seria banido do meu mundo
Deixaria o alegria, diversão, felicidade
Também deixaria o amor,
talvez apagasse apenas o amor não correspondido
Mas esse não tem como apagar!
Então escreveria algo por cima
Poderia ser...
Amigos ou família
Sentimentos que nos ajudam a suportar
a dor do amor não correspondido
Mas será que atualmente alguém sabe o que amor?
Nesse mundo de loucos
Acho que alguém transformou nossa mente em papel
Antes que eu escrevesse isto!
Apagaram o amor, a paixão, a caridade
E escreveram em negrito
Dinheiro, poder, sucesso...
Ora, quero uma borracha para apagar de vez tudo o que me aflige!