quinta-feira, outubro 12, 2006

Ética? Algúem conhece esta palavra?


Cheguei à conclusão que política em nosso país é feita basicamente de balela, de fofocas e inverdades sobre os candidatos. Nenhum candidato procura apresentar suas propostas para o país, apenas critica e ataca o concorrente, ganha quem tem menos podres. Não se usa a ética e muito menos a moral para ganhar o voto do eleitor. Aliás diversas são as armas usadas para "conquistar" o voto do eleitor: cimento, transporte de doentes, até dentadura ao povo se distribui!
Mas estava analisando de quem seria a culpa dessa situação, será dos políticos ou será do povo?Creio que os políticos só utilizam esta técnica porque dá resultado, senão, nenhum deles gastaria seu "mísero" salário "ajudando o povo" sem conseguir nada em troca. A principal mudança a ser realizada em nosso país para que tenhamos uma política decente é abolir o papel assitencialista dos políticos. Eles foram eleitos para garantir o que é direito de todo cidadão, não para distribuir remédios ou transportar enfermos, como temos costume de ver.
E isso depende exclusivamente do voto consciente de cada um, que exclua de uma vez por todas esses mal caráteres que usam da máquina pública para garantir seu voto! Fora malditos corruptos de uma figa!!!

domingo, outubro 01, 2006

Que magia é esta?




Que magia possui essa Ilha encantada,
que enfeitiça a todos sem permitir reação contrária
Seduz como um boto a encantar suas cunhãs
Desperta em todos uma paixão inexplicável,
algo impossível de simbolizar através de palavras.
Um amor que toma conta do corpo inteiro,
que faz com que nossas pernas obedeçam apenas as toadas de Boi Bumbá
que nossos olhos nem pisquem ao admirar a beleza feita por artistas anônimos,
artistas com inteligência e talento incopiáveis e garra ivejável.
Uma população de carisma e receptividade nunca vistos,
que recebe a todos com uma saudação carinhosa e um abraço amigo,
pessoas muitas vezes sofridas pelas mazelas amazônicas,
mas que nem por isso deixam de estampar a alegria no rosto
e fazem com que o sorriso se torne um vírus contagiante,
que contamina a todos que ousam dar um passeio pelas ruas sempre movimentadas
Bicicletas, motos nessa Ilha tudo se mistura,
tem lugar para todo mundo!
Espero em breve ocupar um lugar nesse lugar fantástico,
que atende pelo nome de Parintins.


domingo, julho 16, 2006

Artesanato e cidadania juntos em Caeté

A Associação dos Artesãos e Artistas de Caeté comemora 7 anos de sua fundação em perfeita sintonia com a comunidade caeteense.

O movimento nasceu por iniciativa dos próprios artesãos que na época de sua fundação, 1999, procuraram o auxílio da Casa de Cultura e convidaram todos os artistas locais a se reunirem. Nascia então a Associação dos Artesãos de Caeté. Hoje com um grupo de 35 artesãos a entidade promove diversas feiras e movimentos artísticos na cidade.

No início as obras eram expostas apenas na praça João Pinheiro, no centro de Caeté, atraindo muitas pessoas que saiam da missa, ou aqueles que faziam uma caminhada pela praça. Com o tempo os associados ganharam força e passaram a ocupar o antigo prédio da Companhia Bárbara, que abrigava também Casa de Cultura. O prédio estava em péssimo estado, “ toda ordem de estrago havia na casa” lembra Lucy Gonçalves, presidente da associação. “Cada artesão colaborou, fazendo aquilo que sabia fazer, levava a peça danificada e trazia novinha, e assim reformamos, deixando o prédio na atual situação que se encontra”. O antigo casarão, um dos poucos que restaram na cidade, torna ainda mais interessantes os produtos expostos em seu interior. Atualmente a Associação enfrenta uma ação de despejo movida pela prefeitura, que solicita a posse do prédio.

A Casa dos Artesãos, como é chamada por muitos, é hoje ponto de referencia de muitos turistas e estudantes que passam pela cidade e até mesmo de moradores que querem adquirir alguma lembrança do artesanato local. “A associação serve como referencia para buscarmos lembranças para amigos distantes e também nos aproxima do artesanato, ao promover oficinas tão interessantes para a comunidade” conta Luiz Francisco que mora na cidade e envia lembranças caeteenses para amigos distantes. “Temos peças espalhadas pelo mundo inteiro: Portugal, Inglaterra, Alemanha...” orgulha-se Lucy, exibindo o livro de visitantes.

Oficinas

Os artesãos promovem oficinas e cursos inteiramente voltados para a comunidade, como oficinas de madeira, fuxico, tricô, pintura, pedra, papel, dentre outros matérias, buscando sempre uma relação estreita de aprendizagem com as crianças e também com os adultos. Através do projeto “Arte na Praça” a comunidade tem um contato direto com o artesanato feito pelos conterrâneos.

Renda extra

Além de ser uma forma de divulgação da arte e cultura caeteense a associação serve também como um auxilio a várias famílias, pois muitos artesão vivem basicamente da venda de seus produtos, impulsionando a economia local. Outra característica da associação é prestar homenagens a artistas locais que se destacaram ou ainda estão presente no cotidiano da cidade, mantendo um elo também com o passado. “Tudo o que podemo fazer para trazer a população para perto do artesanato, nós fazemos, revela a presidente dos artesãos.

O intercâmbio entre outras associações é também uma busca constante dos artesãos, que estão sempre se atualizando através de cursos promovidos por entidades como o Sebrae. “Estamos sempre participando de feiras e cursos fora da cidade, para constante atualização dos membros e troca de experiências com outros artistas, além de divulgar a nossa cidade.” frisa Lucy Gonçalves.

As pessoas que quiserem conhecer o artesanato caeteense e conferir as oficinas podem visitar a sede dos artesãos de segunda a sábado de 14:00 às 17:00 e domingo a exposição é na praça de 9:00 às 17:00, as visitas podem ser agendadas pelo telefone 3651-1964.

domingo, junho 25, 2006

As vacas invadem Belo Horizonte



Chegou a Belo Horizonte um dos maiores e mais bem-sucedidos eventos de arte contemporânea do mundo. Trata-se do “Cow Parede”, movimento artístico criado em Zurique, na Suíça, em 1998.
Sucesso desde a sua concepção, trata-se de uma forma muito divertida de expressar a arte de rua e que abre inúmeras possibilidades para artistas de diversos segmentos promovendo a democratização da cultura.
As vacas, que são sagradas na Índia, onde passeiam livremente pelas ruas e são uma tradição religiosa, agora fazem parte de um projeto que envolve a comunidade por inteiro: empresas, artistas, terceiro setor e o publico, que trabalham em conjunto para a criação e sucesso do evento.
As esculturas são feitas de fibra de vidro, em tamanho natural e decoradas cada uma por um artista diferente, podendo ser pintadas, vestidas ou estilizadas, dependendo apenas da criatividade do artista que pode escolher três posições para a mimosa: de pé, pastando ou deitada.
O Cow Parede já foi realizado em mais de 30 cidades, dentre elas Nova York, Chicago, Londres, Tóquio, Lisboa e Bruxelas. A capital mineira é a segunda cidade da América do Sul a receber a exposição, que esteve em São Paulo em 2005, quebrando o cinza da metrópole.
Os trabalhos foram analisados por um comitê de arte, apresentados à empresas para escolha das obras que serão produzidas e expostas. Após o evento as obras são leiloadas e já renderam aproximadamente US$ 11 milhões de dólares para projetos de responsabilidade social. Estima-se que três mil vacas já tenham sido expostas. Em Belo Horizonte as obras irão a leilão no dia 12 de setembro e a renda será revertida para o SERVAS, Serviço Voluntário de Assistência Social de Minas Gerais.
O evento será realizado do dia 20 de junho ao dia 22 de agosto em espaços públicos da cidade.
Portanto, não se surpreenda se encontrar um rebanho solto pelas ruas de BH, é o Cow Parede que vem dar uma voltinha em Minas Gerais!

domingo, maio 21, 2006

Pureza de crianca


Que bom seria se mantivéssemos dentro do coraçao a pureza de uma criança
Com certeza não teríamos tantos problemas!
Seriamos mais leves,
Poderíamos acenar da janela do onibus,
Sorrir para um estranho,
Dividir o lanche...
Poderíamos perdoar sem rancor,
Acariciar quem se ama sem medo de ser repreendido,
Enfim, viveríamos sem medo da vida,
O amanhã seria apenas mais um dia de brincar,
Com a inocencia de uma criança!

sábado, maio 20, 2006

Periferia


Hoje em dia favela é coisa chique
Aparece em horário nobre e em programa de domingo.
Virou até documentário: Falcão!
Ou será Facão?
O Facäo que corta nossas cabeças
Prende nossos passos e induz nosso pensamento.
Até granfino se curva ao morro!
Tem artista que sonha ter nascido no morro,
Só para sair de destaque no carnaval.
Favelado agora além de traficar também faz arte,
Ora, é engracado, só agora descobriram isto!!!
Favela sempre foi reduto de poetas, sambistas, trabalhadores...
E principalmente de desamparados da sociedade
Que nunca tiveram espaço para mostrar o valor escondido no morro
Valor que sempre esteve ali, aos olhos apenas da polícia
Mas foi preciso eclodir a violência de Cidade de Deus
Para enxergarmos o universo que existe ali, bem ao nosso lado
Bem do outro lado do morro.
Onde nunca viveram pobres coitados,
Pelo contrário, pessoas que trabalham para viver
Mas, sem nunca esquecer de onde vieram
Mas agora ficou chique morar na favela,
Que nem se chama favela mais,
Virou periferia!
Que também tragam de volta a paz do morro
Que ao amanhecer trazia o Sol
E ao entardecer apresentava à Lua
Para banhar a cidade inteira com seu brilho!





terça-feira, maio 09, 2006

Fumaça

Mafúúúúúúúúmaça, fumaça, fumaça, fumaça
Foge Toninha,
Foge do trilho que lá vem o trem de ferro
Foge Zé,
Fura o ferro que a Maria quer passar
Fumaça que vem, fumaça que vai,
Corta Minas de ponta a ponta,
Leva minério trás gente...
Trás o amor, leva a saudade...
Foge Zé
Finca o ferro que a fumaça quer passar
Corre com a maca que a cegonha quer chegar
Maca pra Cegonha, Zé
Maca pra cegonha...
Mafúúúúúmaça, fumaça, fumaça, fumaça....

domingo, maio 07, 2006

Lágrimas

Lágrimas não se tem como segurar
Quando você se assusta já estão escorrendo por sua face
Lavando sua alma
Dando brilho ao seu rosto
E tirando o brilho de seu sorriso.
Seria bom se elas lavassem também o coracao
E levasse com elas o que as fez brotar
E quando o vento as secasse do rosto
Renovasse toda a pele por onde passou
Mas como não podemos segurá-las, vem o choro!
Choro de amor, choro de tristeza, choro de alegria...
Espero que este vento venha logo e as seque de minha face
Lavando também a triteza do coração.

domingo, abril 30, 2006

Museu guarda relíquias do construtor de Brasília

Jean Cassimiro de Aquino

O Museu Casa João Pinheiro, em Caeté, guarda em seu acervo importantes fatos da construção de Brasília. Residência do construtor da capital brasileira, Israel Pinheiro, que ali nasceu no dia 4 de janeiro de 1886, filho do ex-presidente João Pinheiro, o Museu registra em seu acervo várias peças, como a casaca usada por Israel Pinheiro no dia da inauguração da capital, medalhas de honra e até mesmo uma dedicatória do presidente Juscelino Kubitschek, com os seguintes dizeres: “Ao caro amigo e bravo pioneiro que no alvorecer de Brasília veio comigo para a solidão do planalto e dia a dia com dedicação e idealismo ajudou a construir a nova capital do Brasil, o reconhecimento de Juscelino Kubitschek”.
O Museu foi palco de vários jantares e bailes promovidos pela família. Na comemoração pelo noivado de uma de suas irmãs, Pinheiro recebeu o seguinte verso do amigo João Guimarães: “O Israé é tão viajado/ tão viajado o Israé/ que correu lado a lado/ Oropa, França, Caeté...”.
Israel, que foi o primeiro prefeito de Brasília, iniciou sua carreira política elegendo-se vereador em Caeté em 1922, e, como presidente da Câmara assumiu o cargo de Agente Executivo, equivalente ao prefeito atual. Depois presidiu a implantação da Cia. Vale do Rio Doce, construiu Brasília e governou Minas. Quem o conhecia na intimidade afirma que por traz daquele jeito meio rude, existia um homem profundamente humano.
Escolhido por JK

Como engenheiro respeitado, foi escolhido por Juscelino para chefiar a construção da nova capital, prometida por ele em seu primeiro discurso. “Homem de experiência e de ação, suportaria sobre os ombros com galhardia e vigor, a imensa tarefa de dirigir os trabalhos da construção da nova capital, chefiando uma equipe de devotos engenheiros, técnicos, funcionários e candangos, tarefa a qual se dedicou com ilimitado amor, energia e exemplar correção” felicita JK pela sua escolha.
Para Israel a mudança da capital se justificava por três motivos: “1- A libertação do Governo Federal da forças negativas exclusivistas que lhe tolhem os movimentos. Libertar-se da depressiva atmosfera ambiente, carregada de interesses particulares e de grupos. 2- ... Uma nova arrancada para o interior; capaz de dilatar o nosso domínio econômico e criar uma nítida consciência de integração nacional. 3- ... Um vigoroso pacto psicológico, para despertar o interior, prostrado por tantos anos de sofrimento, revigorando-lhes as reservas de coragem e confiança... 4- A mudança se impõe a bem do próprio litoral, porque se dará ao seu grande parque industrial uma sólida retaguarda agrícola, garantindo as fontes de abastecimento e a criação de novos mercados.”
Se para Juscelino a construção de Brasília foi a Meta-Síntese, para Israel, foi a tentativa de se buscar uma solução definitiva para o desenvolvimento econômico do país.
O Museu encontra-se aberto a visitação de terça a domingo e fica situado na Avenida João Pinheiro em Caeté.

* Citações retiradas do livro: Israel, uma vida para a história de Alisson Mascarenhas Vaz.

Mente de Papel

Queria ter uma mente de papel,
Onde pudesse apagar tudo o q me desagrada
Apagaria a Guerra, a violência, o egoísmo.
Tudo isso seria banido do meu mundo
Deixaria o alegria, diversão, felicidade
Também deixaria o amor,
talvez apagasse apenas o amor não correspondido
Mas esse não tem como apagar!
Então escreveria algo por cima
Poderia ser...
Amigos ou família
Sentimentos que nos ajudam a suportar
a dor do amor não correspondido
Mas será que atualmente alguém sabe o que amor?
Nesse mundo de loucos
Acho que alguém transformou nossa mente em papel
Antes que eu escrevesse isto!
Apagaram o amor, a paixão, a caridade
E escreveram em negrito
Dinheiro, poder, sucesso...
Ora, quero uma borracha para apagar de vez tudo o que me aflige!